
Não sei porque choro.
Não sei porque esta angústia me consome.
Sempre que fecho os olhos e tu não estás por perto, estas frias gotas escorrem-me pelo rosto e fico sem a certeza de quem sou, porque a única imagem que me reaparece constantemente és tu. Tento parar, tento convencer-me que tudo não se passa de um medo infantil e que tudo ficará bem.
Desde que tudo começou, que espero ver-te sair por aquela porta como todos outros já passaram e nunca ficaram. Já me desiludi, já me magoei, já fiz tudo ao contrário sem pensar e nunca parei, como se se tratasse de um ciclo vicioso que me tinha submetido sem eu mesma saber.
Amei, amei apenas uma vez antes de ti e fiquei arrebatada, sem forças e com uma revolta. Porque amar se no fim tudo não se passará duma história com princípio, meio e fim? Porque ser obrigada a sofrer tanto para no final existirem só as marcas das feridas e as recordações que nos assombram?
Todos os dias, fico à espera de ser desiludida mais uma vez porque no fundo sei que já te perdi e que isto tudo não se passará de mais uma história que terei de ultrapassar como uma primeira vez.
Amo-te demasiado, amo-te e não queria amar, queria esquecer, queria retirar o coração para não sentir a dor que me trespassa. Dor sem razão… Porque chorar se ainda continuas do meu lado? Não sei realmente porque estas gotas insistem em marcar o meu rosto de tristeza.
Continuo imóvel na escuridão à espera da tua luz para me iluminar e me dar todas as certezas sempre que me tocas e me beijas.
A única coisa que te peço é que fiques, não para sempre, mas enquanto o teu coração deixar.
24-09-08
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